Hoje escolho palavras soltas, porque as ideias estão livres, e com pouca vontade de tradução alheia.
Vi aves atravessando o ceu, e eu quis cortar estrada.
Até onde os olhos podem nos levar? Vi dois olhos grandes e doces, misteriosos e um tanto desinteressados, mas fascinantes.
Era mais uma ave forte que voa só. Tinha assim, assim, um jeito áspero que é só aparência. Não há agressividade em quem caminha com música nas costas. Os dois olhos grandes e doces levam som consigo, protegido num trançado de fios de algodão. Ele tem doçura, e nem sei se sabe. Doce como o som que pode fazer se soprar.
Vi aves cortando o ceu, e estiquei meus braços pra sentir, eu.
Mais um tempo, as asas vão mandar em mim, e eu atravesso o ceu.
Até lá, vou me encantando com a boniteza do que vem ao meu redor.
Um beijo a quem me lê, e até.
Esse mundo é uma curva…


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